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Escoteiros dos EUA suspendem veto a crianças transexuais

Decisão é anunciada semanas após criança de oito anos ser expulsa da organização em New Jersey

O Estado de S. Paulo

31 Janeiro 2017 | 18h29

WASHINGTON - A Associação de Escoteiros dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira, 31, a suspensão com efeito "imediato" do veto à entrada de crianças transexuais, vigente há mais de um século. "Percebemos, depois de semanas de discussão, que usar a certidão de nascimento como ponto de referência já não é suficiente", explicou o diretor-executivo da associação, Michael Surbaugh.

Segundo ele, a partir de agora os Escoteiros só levarão em conta o gênero que os pais usarem para inscrever a criança, colocando fim ao requerimento de certidões.

"As comunidades e as leis do governo estão interpretando a identidade de gênero de maneira diferente de como faziam no passado", justificou o diretor-executivo. A decisão representa um novo passo na abertura da organização após anos de polêmica e queixas por sua política discriminatória.

Em 2013, o grupo começou a admitir adolescentes abertamente homossexuais e em 2015 levantou o veto que impedia adultos gays de trabalhar como monitores. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmon) ameaçou, então, sair da organização por se sentir "profundamente contrariada" por essa mudança.

A nova decisão é anunciada semanas após uma polêmica causada pela expulsão de uma criança transexual de oito anos dos Escoteiros em New Jersey. / EFE

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