EFE/Liu Xia
EFE/Liu Xia

Vítima de câncer em fase terminal, prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo é libertado na China

Dissidente cumpria pena desde 2009 por ‘subversão’ após ter sido um dos autores da Carta 08, texto que defendia a democracia no território chinês

O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2017 | 05h49
Atualizado 26 de junho de 2017 | 08h19

PEQUIM - As autoridades chinesas libertaram o prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo, vítima de um câncer de fígado em fase terminal, anunciou nesta segunda-feira, 26, o advogado do ativista.

"Está sendo tratado em um hospital de Shenyang (Província de Liaoning). Não tem nenhum plano especial. Está apenas recebendo tratamento por sua doença", disse o advogado Mo Shaoping. O câncer foi diagnosticado no dia 23 de maio e Liu, de 61 anos, foi libertado poucos dias depois.

Liu Xiaobo, professor, intelectual e dissidente, cumpria desde 2009 uma pena de 11 anos de prisão por "subversão", depois de ter sido um dos autores da Carta 08, um texto que defendia a democracia na China. Ele ainda tinha três anos de condenação para cumprir.

O dissidente venceu o Nobel da Paz em 2010, quando já estava detido. Por sua ausência, o prêmio foi entregue de forma simbólica no dia 10 de dezembro do mesmo ano em Oslo. O ativista foi representado por uma cadeira vazia durante a cerimônia.

A atribuição do prêmio Nobel provocou indignação na China, que congelou as relações de alto nível com a Noruega, o que afetou as exportações de salmão norueguês aos chineses. Pequim qualificou Liu Xiaobo de "criminoso". / AFP

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