REUTERS/Jorge Silva
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Escritor Vargas Llosa pede que opositor venezuelano Leopoldo López seja libertado

Vencedor do Nobel de Literatura definiu López como ‘um homem de paz e um idealista’, e afirmou que a Venezuela atual ‘está com os dias contados’

O Estado de S. Paulo

16 de março de 2016 | 14h42

MADRID - Políticos e personalidades da Espanha e América Latina, como Felipe González e Mario Vargas Llosa, exigiram em Madri a libertação do opositor venezuelano Leopoldo López, e manifestaram sua solidariedade a todos os presos políticos da Venezuela, além de pedirem uma mobilização internacional.

O ex-presidente espanhol Felipe González assegurou que a Venezuela é um país cuja democracia “foi traída”.

Já o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura e escritor peruano Mario Vargas Llosa lembrou dos 87 “presos políticos” presos na Venezuela e definiu Leopoldo López como “um herói civil, um homem de paz e um idealista”.

Ele também assegurou que o país “tem sido diminuído, empobrecido e dividido por políticas completamente anti-históricas”, e afirmou que “a Venezuela de hoje está com os dias contados”, já que as forças de renovação “estão em andamento”.

Em um ato acompanhado por dois grandes cartazes com a imagem de Leopoldo López, representantes do governo espanhol, como a vice-presidente Soraya Sáenz de Santamaria, e líderes de partidos políticos, como o número um dos socialistas, Pedro Sánchez, assistiram à apresentação do livro “Preso mas livre”, escrito por López de dentro da prisão em que se encontra há dois anos próxima à capital Caracas.

“Esse rosto não é o de Leopoldo, e sim o de um venezuelano. Todos nós estamos presos com Leopoldo”, afirmou a esposa do político, Lilian Tintori. Ela agradeceu à Espanha pelo apoio que o país tem oferecido com relação à causa, e lembrou que mesmo preso, López “não deixa de sonhar por um dia sequer”. “Queremos trocar o ódio pelo amor, a injustiça pela justiça, e, quem sabe, vamos conseguir”, concluiu.

O evento, que contou com a presença dos pais e dos filhos de López, além de vários outros políticos venezuelanos exilados, foi interrompido diversas vezes por aplausos e gritos de “viva a liberdade!” e terminou com os manifestantes cantando o hino da Venezuela. /EFE

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