Martin Bernetti/AFP
Martin Bernetti/AFP

Escritório da OAS no Chile é alvo de operação policial

Procuradoria suspeita de financiamento irregular das campanhas de Marco Enríquez-Ominami e Michelle Bachelet em 2013

O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2017 | 03h54

SANTIAGO - Oficiais da Polícia de Investigações do Chile (PDI) estiveram nesta terça-feira, 7, em três escritórios que a empreiteira brasileira OAS mantém em Santiago, no marco da investigação de supostos pagamentos de propinas a campanhas políticas no país.

Segundo fontes judiciais, a apreensão foi pedida pela procuradora Ximena Chong, que ordenou a apreensão dos registros contábeis da empresa do período entre 2012 e 2015. A apreensão faz parte da investigação das contas da campanha presidencial derrotada de Marco Enríquez-Ominami em 2013.

Também são investigadas as denúncias sobre os supostos aportes da empreiteira brasileira à campanha da presidente Michelle Bachelet em 2013, denunciados pela revista Veja. O texto menciona uma visita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez, em novembro de 2013, a então candidata Bachelet.

A operação foi executada por detetives do Esquadrão de Crimes Oficiais, da PDI. Os escritórios alvos da operação se localizam nas autarquias de Santiago, Huechuraba e Lampa.

O Ministério Público também tem em seu poder dezenas de faturas e boletos que dão conta de pagamentos nos meses de janeiro e fevereiro de 2013. Na quarta-feira passada, 1º, a presidente Bachelet negou ter qualquer vinculação com a empreiteira OAS.

"Reafirmo o que disse há um ano, em março de 2016, que toda fonte de financiamento da campanha foi informada ao Servel (Serviço Eleitoral), foi aprovada e é a única fonte de financiamento da campanha", afirmou. "Também quero dizer que eu nunca tive nenhuma vinculação com a empresa mencionada."

Há pouco mais de um ano, vários casos de financiamento ilegal de campanhas por parte de empresas vieram à tona no Chile. Políticos de todos os espectros foram envolvidos, ainda que a maioria seja da oposição de direita.

Entre as empresas que teriam pago propina, figura a brasileira OAS, vinculada à campanha presidencial de Marco Enríquez-Ominami em 2013. Segundo a procuradoria, a empreiteira teria emprestado um jatinho para o candidato. / EFE

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