Escudos humanos ridicularizam pedido de Londres

Os escudos humanos britânicos ridicularizaram os pedidos feitos pelo governo de seu país para que deixem o Iraque e acusaram o gabinete do primeiro-ministro Tony Blair de não se importar com os iraquianos que podem morrer na guerra, apenas com os ocidentais. "Se eles querem matar os iraquianos, terão de nos matar primeiro", disse Marl Dallas, um compositor de 72 anos, originário de Bradford, Inglaterra.Trajando uma camiseta verde oliva com os dizeres "Ação dos escudos humanos no Iraque", Dallas disse ter consultado o governo iraquiano e espera uma recomendação sobre onde deve se posicionar.Ao comentar o pedido de seu governo, ele disse: "É uma admissão de culpa, pois eles estão preocupados conosco, mas nós somos apenas 150 pessoas. Eles deveriam estar mais preocupados com o assassinato de 150.000 ou mais cidadãos iraquianos."Joe Letts, de Shaftsbury, Inglaterra, disse que 15 escudos humanos de Turquia, Nova Zelândia, Argélia, Grécia e Finlândia deverão se dirigir no domingo a uma usina de energia elétrica ao sul de Bagdá, para tentar evitar um possível ataque dos Estados Unidos contra o local."Estamos determinados a tornar esta ação efetiva", disse Letts.Segundo ele, os ativistas pretendem instalar câmeras para que as pessoas de todo o mundo possam acompanhar pela Internet se eles foram feridos ou se estão bem.

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