Escutas ilegais derrubam assessor de Cameron

LONDRES

, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2011 | 00h00

O premiê britânico, David Cameron, aceitou ontem o pedido de demissão de seu diretor de comunicação, Andy Coulson, responsável por toda a propaganda oficial. Ele caiu por causa do escândalo de escutas telefônicas de celebridades, grampeadas pelo tabloide News of The World, em 2007, quando Coulson era diretor do jornal.

Foi o primeiro grande golpe sofrido por Cameron desde que ele assumiu o governo, no ano passado. Coulson sempre negou que tivesse participação nas escutas, mas decidiu deixar o tabloide quando a Justiça ordenou a prisão do repórter Clive Goodman e do investigador Glen Mulcaire, contratado pelo jornal para bisbilhotar os famosos. Pouco depois do escândalo, Coulson foi convidado a trabalhar para o Partido Conservador.

Tanto Mulcaire quanto Goodman se declararam culpados. Em depoimento, Mulcaire disse que interceptou e repassou a Goodman dezenas de mensagens de celulares de celebridades, entre elas o príncipe William, a atriz Gwyneth Paltrow, a modelo Elle Macpherson, o cantor George Michael, o prefeito de Londres, Boris Johnson, e a apresentadora Nigella Lawson.

Blair. O ex-premiê britânico Tony Blair admitiu ontem ter ignorado em 2003 as advertências do ex-advogado-geral do país Peter Goldsmith de que atacar o Iraque sem apoio das Nações Unidas seria ilegal. Convocado pela segunda vez para depor no inquérito sobre o papel da Grã-Bretanha na guerra, ele disse ter acreditado que o alerta não era definitivo. O ex-premiê também voltou a lamentar os mortos no conflito. / AFP e NYT

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.