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Eslovena será primeira mulher a comandar um Exército de um país da Otan 

Antecessor da general Ermenc foi retirado de seu cargo em fevereiro após o fracasso de uma de suas brigadas nos testes de aptidão da Aliança Atlântica

O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2018 | 19h55

LIUBLIANA, ESLOVÊNIA - Uma mulher estará à frente do Estado-Maior do Exército da Eslovênia, um caso único em um país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), após a indicação nesta terça-feira, 27, da general Alenka Ermenc para o cargo, anunciou um comunicado do governo.

A indicação de Ermenc "foi proposta com base em sua experiência como comandante das unidades do Exército esloveno, por sua contribuição à implantação de um Exército profissional e por sua formação civil e militar", segundo o comunicado. 

A general Ermenc, de 55 anos, será a única mulher entre os atuais chefes do Estado-Maior dos 29 Estados-membros da Otan.

O presidente esloveno, Borut Pahor, chefe dos Exércitos do pequeno país, disse que espera que a nova responsável melhore a situação do Exército, depois de anos de péssimos resultados, principalmente pela falta de meios destinados à Defesa.

O antecessor da general Ermenc foi retirado de seu cargo em fevereiro após o fracasso de uma de suas brigadas nos testes de aptidão da Otan: considerada inicialmente "incapaz para o combate", esta unidade foi aceita em um segundo exame.

Primeiro país da antiga Iugoslávia a se incorporar à Otan, em 2004, a Eslovênia tem 2 milhões de habitantes, dos quais 6.770 são militares.

A Eslovênia reduziu seu orçamento de Defesa em cerca de 1% do seu PIB como parte de um plano para diminuir os gastos públicos decidido após a grave crise que o país enfrentou entre 2012 e 2013. 

O governo se comprometeu a conceder mais recursos ao Exército, com o objetivo de destinar 1,14% do PIB em 2024. A parte dedicada à Defesa representava 1,6% da riqueza nacional em 2010. / AFP 

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