Espanha avalia que situação na Líbia pode piorar e retira cidadãos

Governo espanhol conseguiu retirar nesta quinta 28 pessoas, entre elas o embaixador, que 'corriam riscos' ficando no local

O Estado de S. Paulo

31 Julho 2014 | 14h37

MADRI - O governo da Espanha retirou nesta quinta-feira, 31, seu embaixador na Líbia, os integrantes da delegação diplomática e os nacionais que quiseram sair do país por considerar que a situação "vai se agravar".

O ministro de Relações Exteriores espanhol, José Manuel García-Margallo, declarou a uma comissão parlamentar que a situação na Líbia "vai se agravar de forma muito urgente até extremos extraordinariamente grandes".

O embaixador da Espanha na Líbia, José Antonio Borgallo Huidobro, está entre as 28 pessoas retiradas nesta quinta da Líbia em um avião Hércules da Força Aérea espanhola. "Todos corriam risco se ficassem", disse García-Margallo à Comissão das Relações Exteriores do Congresso dos Deputados para informar a postura do Governo.

Na embaixada da Espanha em Trípoli ficou um encarregado de arquivos, disse o ministro, acrescentando que Itália e Malta - que mantêm seus soldados em um número considerável - "se ocuparão dos assuntos consulares dos espanhóis" que preferiram permanecer na Líbia.

Dezesseis das 28 pessoas retiradas hoje são espanholas e 12, estrangeiras, informou o Ministério da Defesa, em um comunicado

Na terça-feira 29, espanhóis residentes na Líbia que tinham solicitado a saída do país foram retirados de lá com suas respectivas famílias. Naquela ocasião, foram retiradas 60 pessoas, das quais 37 eram espanholas e o resto eram cidadãos portugueses e poloneses. /EFE

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