Espanha: Baltasar Garzón se declara inocente

O juiz espanhol Baltasar Garzón se declarou inocente nesta quinta-feira, no último dia do julgamento no qual é acusado de ordenar escutas telefônicas ilegais em 2009 contra suspeitos de lavagem de dinheiro nas administrações regionais de Valência e Madri, governadas na época em que ocorreram as escutas pelo Partido Popular (PP), de centro-direita. O PP atualmente governa a Espanha com o primeiro-ministro Mariano Rajoy. A Lei espanhola não permite escutas telefônicas em tais casos. O veredicto do julgamento de Garzón, de 56 anos, só será conhecido em algumas semanas.

AE, Agência Estado

19 de janeiro de 2012 | 20h48

"A única razão de Estado que eu compreendo é a razão democrática dos cidadãos", disse Garzón em discurso no final da audiência. "Todas e cada uma das decisões que eu tomei têm justificativas. Elas foram tomadas dentro da mais estrita legalidade e interpretando as normas", afirmou. Garzón é acusado de prevaricação.

Na próxima semana, Garzón voltará aos tribunais em outro caso em que também é acusado de prevaricação, quando ordenou a abertura de investigações sobre as desaparições sistemáticas de republicanos durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No caso, Garzón teria prevaricado, segundo os acusadores, porque ignorou a Lei de Anistia de 1977.

As informações são da Associated Press.

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