Espanha detém sete supostos membros do ETA ligados às Farc

Membros de organização separatista faziam propaganda do grupo na América Latina

Efe e Reuters

28 de setembro de 2010 | 10h38

 

MADRI - A polícia da Espanha deteve nesta terça-feira, 28, sete supostos membros do grupo separatista basco ETA encarregados de difundir os ideais dos rebeldes em todo o mundo, principalmente na América Latina. As investigações apontaram ligações dos suspeitos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)

 

Os suspeitos foram detidos nas regiões espanholas do País Basco e Navarra por suposto vínculo à Askapena, considerada a rede da esquerda independentista basca para fazer propaganda no exterior. O procurador-geral destacou relação dos sete detidos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

 

"É importante lutar contra este sistema de proteção que o terrorismo tem por meio de conexões internacionais, neste caso com as Farc, que é uma organização felizmente em decadência, mas que tem conexões internacionais", afirmou.

 

Um dos detidos na operação contra a rede ligada à ETA é Walter Wendelin, considerado por alguns analistas como representante do Batasuna - braço político do grupo terrorista - na América Latina. Walter Wendelin, de 53 anos, detido em Vitoria (País Basco, norte da Espanha), é considerado pelas forças de segurança como o líder da Askapena.

 

O rosto de Wendelin apareceu em uma fotografia que estava em um dos três computadores do falecido porta-voz das Farc, Raúl Reyes, tal como informou em março de 2008 o jornal colombiano El Tiempo. Reyes morreu em março daquele ano em um ataque das tropas colombianas em território equatoriano.

 

Aparentemente, Wendelin viajou por diversos países latino-americanos como membro da Askapena para promover entre organizações extraparlamentares "o apoio ao movimento independentista basco", disseram representantes do grupo chileno Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR).

 

A ETA é considerada uma organização terrorista pelos EUA e pela União Europeia e já matou mais de 825 pessoas desde o fim da década de 1960. O grupo luta pela separação do País Basco da Espanha.

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