Espanha diz que islâmicos detidos planejavam ataques

O ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, informou nesta terça-feira que a "célula radical islâmica"desarticulada em Ceuta foi desmantelada "a tempo", porque "não tinha alvos marcados, mas estava planejando passar à ação". Rubalcaba afirmou que a operação desenvolvida na cidade espanhola, localizada no norte da África, foi dirigida pelo juiz Baltasar Garzón, da Audiência Nacional, tribunal encarregado dos crimes de terrorismo.O ministro confirmou a detenção de onze pessoas (dez espanhóis e um marroquino) em entrevista concedida em Argel, onde participa da terceira cúpula liderada pelo chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika.Rubalcaba assegurou que a operação foi realizada com base em informações dos serviços de inteligência marroquinos e explicou que o governo de Marrocos esteve ao corrente da investigação o tempoTodo. "Trata-se, supostamente, de uma célula islâmica que estava em período de formação, não tinha alvos marcados e estava sendo investigada há muito tempo", acrescentou.O ministro afirmou que, quando se observou que os integrantes da célula planejavam passar "do discurso fanático à ação", o grupo foi detido. A operação, segundo fontes policiais espanholas, continua em aberto, já que estão fazendo buscas em vários bairros de maioria muçulmana em Ceuta. Com estas detenções, chega a 45 o número de supostos membros de grupos de extremistas islâmicos detidos na Espanha em 2006. A operação é a segunda mais importante após a realizada em 10 de janeiro, quando 20 pessoas foram detidas em Barcelona, Madri e na província basca de Guipúzcoa. Na ocasião, foram detidos supostos integrantes de duas células de captação de "mujahedins" que depois seriam enviados ao Iraque.

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