Luis Tejido/Efe
Luis Tejido/Efe

Espanha diz que 'nunca negociará com terroristas'

Primeiro-ministro Mariano Rajoy falou durante homenagem a vereador assassinado pela ETA

estadão.com.br,

18 de setembro de 2012 | 18h36

BILBAO - O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, garantiu nesta terça-feira, 18, que o país "nunca negociará com terroristas" nem cederá a "nenhum tipo de chantagem dos que praticaram e encorajaram o terror". A afirmação foi feita em discurso pronunciado durante homenagem a Miguel Ángel Blanco, vereador do Partido Popular (PP) no País Basco assassinado pela ETA há 15 anos.

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Rajoy disse, entre aplausos dos presentes, que negociar "é aproximar a razão do outro, e a ETA não tem nenhuma razão". A morte do vereador comoveu a sociedade espanhola que reivindicou o fim da violência da ETA, em grandes manifestações nas principais cidades do país.

"A paz não se negocia e a liberdade não se pechincha", afirmou Rajoy, qualificando os militantes bascos de seu partido de "referência" para todos os espanhóis. O primeiro-ministro pediu que "nunca" se esqueça a memória" de Miguel Ángel Blanco e de todas as vítimas do terrorismo e disse que "a união dos democratas continua sendo a melhor maneira" de honrá-las e de "expatriar para sempre o terrorismo e sua ambição totalitária do País Basco e de toda a Espanha".

Segundo Rajoy, "a reta final de tantas décadas de crimes" não permitirá que "ninguém falseie a história criminosa da ETA". O ato em homenagem a Blanco ocorre poucas semanas antes da realização das eleições regionais no País Basco, convocadas junto com as da Galícia, para o próximo dia 21 de outubro.

Eleições

Atualmente o Partido Socialista Basco, liderado por Patxi López, governa após ter sido apoiado, em 2009, pelo PP, que recentemente retirou seu respaldo.

Nestas eleições poderá concorrer a coalizão independentista Bildu. Nos pleitos anteriores, no entanto, as formações próximas ao entorno da ETA não puderam apresentar-se. As eleições ocorrem um dia depois do primeiro aniversário do anúncio da ETA de abandonar a violência

Com Efe

 

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