Espanha impõe condições para extraditar suspeitos

A Espanha não extraditará para os Estados Unidos vários suspeitos de pertencer à organização terrorista Al-Qaeda, a não ser que receba garantias de Washington de que eles não serão condenados à morte e nem julgados por um tribunal militar, informou o Ministério das Relações Exteriores. Embora um porta-voz da chancelaria espanhola tenha dito que os Estados Unidos não formularam um pedido formal de extradição, vários jornais espanhóis publicaram hoje que as condições foram anunciadas em uma reunião ocorrida ontem, na embaixada americana de Madri, entre promotores da Audiência Nacional e representantes do FBI.Oito homens, quase todos árabes, foram detidos na semana passada e acusados de pertencer à rede terrorista de Osama bin Laden. Segundo a acusação, os suspeitos colaboraram nos ataques suicidas contra o World Trade Center e o Pentágono.Pedro Rubira, um dos promotores presentes na reunião, e uma porta-voz da embaixada negaram-se a comentar as notícias. No entanto, um porta-voz da chancelaria espanhola, que pediu para não ser identificado, disse que os acordos da União Européia impedem a Espanha de extraditar suspeitos a países que não tenham as mesmas normas judiciais que as 15 nações que formam a UE.Leia o especial

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