Miguel Riopa/AFP
Miguel Riopa/AFP

Espanha intercepta submarino com toneladas de cocaína

Dois equatorianos foram presos na operação; semissubmersível teria vindo da América do Sul

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2019 | 20h11

MADRI - Um submarino proveniente da América do Sul e carregado com cocaína foi interceptado na costa da Galícia, noroeste da Espanha, informaram as autoridades do país nesta segunda-feira, 25. 

Dois equatorianos foram presos na operação, realizada no domingo na cidade galega de Cangas, próxima à fronteira com Portugal, disse um porta-voz da delegação do governo da Galícia. “Um mergulhador conseguiu entrar e pegou um pacote” do submarino.

A polícia está tentando transportar o submarino. Só então será capaz de determinar a quantidade de drogas a bordo, explicou o porta-voz.

“É muito provável que contenha alguns milhares de quilos [de cocaína], mas é apenas uma estimativa”, afirmou previamente à agência France Press uma fonte próxima à investigação. Vários meios de comunicação espanhóis estimam que o carregamento de drogas tenha mais de três toneladas.

Segundo outra fonte conhecedora da investigação, o semissubmersível, com cerca de 20 metros de comprimento, veio da América do Sul, embora não tenha especificado o país.

“Não é a primeira vez, mas também não se vê todos os dias” uma coisa assim na Europa, indicou a fonte.

O modus operandi é mais frequente nas Américas, onde os cartéis colombianos empregam submarinos mais ou menos sofisticados para levar a droga ao México e, a partir daí, introduzi-la nos Estados Unidos.

As bandas geralmente pagam engenheiros desesperados para ganhar dinheiro, para que projetem e fabriquem submarinos, explica Wilder Alejandro Sánchez, analista especializado em geopolítica e defesa no think tank americano Center for International Maritime Security (CIMSEC).

A maioria é apenas semissubmersível, embora alguns possam ir 30 metros abaixo do nível da água, segundo ele. “Estão se tornando cada vez mais modernos e complexos”, contou à agência France Press.

Em setembro, um submarino com mais de 5 toneladas a bordo foi interceptado pela guarda costeira dos EUA no Oceano Pacífico, com a ajuda da Marinha colombiana.  

A costa acidentada da Galícia, cheia de enseadas, tem sido um ponto habitual de entrada de cocaína na Espanha há décadas, de onde é distribuída para outros países da Europa.

No ano passado, a Espanha foi o segundo país da União Europeia com o maior nível de apreensão de cocaína, com 41 toneladas, logo atrás da Bélgica. / AFP

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