Espanha investiga mercado negro de tecnologia nuclear

O principal juiz investigador da Espanha analisa as empresas espanholas suspeitas de envolvimento em um mercado negro nuclear que teria dado à Líbia condições de iniciar um programa de armas atômicas, informa mo Ministério das Finanças. O juiz Baltasar Garzón investiga diversas indústrias de peças mecânicas que - talvez sem perceber - venderam partes de equipamentos que, depois de chegar aos Emirados Árabes Unidos, foram desviadas para a Líbia.A investigação de Garzón começou em junho de 2003, cerca de dois anos depois de a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) ter descoberto um mercado negro de tecnologia nuclear envolvendo empresas de diversos países. O Ministério das Finanças, a quem cabe fiscalizar as exportações, disse não ter autorizado nenhuma exportação ?ambígua? desde 2001.?Todo material espanhol que foi parar nas Líbia não era nuclear de modo algum?, disse uma porta-voz, na condição de anonimidade. Qualquer venda do tipo, a partir de 2001, deve ter sido contrabando, afirmou ela.

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