Espanha: milhares protestam contra austeridade

Milhares de espanhóis descontentes com as medidas de austeridade adotadas pelo governo e escândalos de corrupção na administração do primeiro-ministro Mariano Rajoy foram às ruas neste sábado para protestar.

ÁLVARO CAMPOS (ALVARO.CAMPOS@ESTADAO.COM), Agência Estado

23 de fevereiro de 2013 | 16h13

Em Madri, os manifestantes usavam tambores e apitos. "Nós estamos aqui por causa de tudo: desemprego, políticos corruptos, a falta de futuro para os jovens. É uma combinação de tudo", comenta Luis Mora, de 55 anos, trabalhador da construção civil. Ele protestava ao lado de seus irmãos e irmãs, que trabalham no setor de saúde, um dos mais afetados pelos cortes de gastos do governo.

Grupos civis escolheram a data de 23 de fevereiro para os protestos porque ela marca o aniversário de uma tentativa de golpe em 1981, quando movimentos de direita tentaram esmagar a nascente democracia no país e restaurar o governo militar. Segundo os manifestantes, agora existe um "golpe dos mercados financeiros".

O movimento deste sábado reuniu trabalhadores de vários setores, como professores, enfermeiras, médicos, estudantes e mineiros, além de ambientalistas e pequenos partidos políticos. O país tem enfrentado protestos semanais contra os aumentos de impostos e cortes de gastos impostos pelo governo de Rajoy, em uma tentativa de reduzir o déficit público.

Na capital espanhola, os protestos se concentraram na Praça de Netuno, perto da Câmara Baixa do Parlamento. "Em qualquer outro país, isso (a Câmara) teria algum uso, mas aqui não", diz Luis Miguel Herranz Fernandez, um médico de 38 anos. "O governo não está nos ouvindo", critica. As informações são da Dow Jones.

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