EFE / José Mendez
EFE / José Mendez

Espanha participará das comemorações dos 200 anos do México, mas não se desculpará pela colonização

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, havia proposto ao rei Felipe VI que se desculpasse com as comunidades indígenas pelos abusos da conquista

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2020 | 04h15

CIDADE DO MÉXICO - A ministra das Relações Exteriores da Espanha, Arancha González Laya, explicou nesta terça-feira, 17, que o país participará no próximo ano das comemorações dos 200 anos da independência do México. No entanto, o país europeu não pretende se desculpar por ter conquistado o território, um pedido do presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador.

Em entrevista coletiva na residência do embaixador da Espanha na capital mexicana, a ministra lembrou que em 2021 se comemora os 500 anos da conquista e o bicentenário do México e que “neste aniversário a Espanha se comprometeu a participar após um convite do Governo mexicano ".

González Laya fez uma breve viagem ao México na terça-feira para estreitar os laços com o país, onde se reuniu com o também ministro das Relações Exteriores, Marcelo Ebrard, a secretária de Economia, Graciela Márquez, a prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, e empresários espanhóis.

A ministra conversou com Ebrard sobre a polêmica proposta do presidente López Obrador de que o rei Felipe VI se desculpasse com as comunidades indígenas pelos abusos da conquista.

“Fomos muito transparentes desde o início: a Espanha teve ao longo de sua história um olhar reflexivo, um olhar crítico e não esperou 500 anos para tê-lo, teve ao longo de sua história”, explicou González Laya.

Ela lembrou que Fray Bartolomé de las Casas criticava, já no século 16, o tratamento dado aos indígenas. Também disse que os reis da Espanha visitaram o estado de Oaxaca no sul em 1990 em reconhecimento às comunidades indígenas. Por isso, a ministra sublinhou que nas comemorações do próximo ano “seria muito útil” olhar para o futuro e “pensar no que queremos para os próximos 50 e 100 anos”./EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.