EFE/JAVIER TORMO
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Espanha pede ao embaixador da Coreia do Norte para deixar o país

Chanceler espanhol disse que seu governo chegou à conclusão de que 'era necessário dar esse passo porque programas como esse (nuclear norte-coreano) são uma séria ameaça para a paz e à segurança internacional'

O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2017 | 16h24

NOVA YORK - O governo da Espanha informou ao embaixador da Coreia do Norte em Madri, Kim Hyok Chol, que ele deve deixar o país até o fim de setembro.

O ministro de Relações Exteriores espanhol, Alfonso Dastis, que está em Nova York para participar na Assembleia Geral da ONU, disse que o diplomata norte-coreano foi convocado para ser informado da decisão, que está ligada aos testes nucleares e balísticos que vêm sendo realizados pelo regime de Pyongyang.

Segundo o ministro, o governo espanhol chegou à conclusão de que "era necessário dar esse passo porque programas como esse são uma séria ameaça para a paz e à segurança internacional".

Dastis apontou ainda que a decisão foi tomada após "o embaixador e as autoridades coreanas terem sido advertidos reiteradamente".

Na última sexta-feira, a Coreia do Norte lançou um novo míssil que sobrevoou o norte de Japão após as duras sanções impostas pela ONU ao regime de Kim Jong-un pelo mais recente teste nuclear realizado pelo país.

O governo espanhol já tinha reagido às ações de Pyongyang em 31 de agosto ao reduzir de três para dois o número de funcionários da diplomacia norte-coreana em Madri.

No domingo, o Kuwait tomou decisão parecida e deu um mês para o embaixador norte-coreano deixar o país, segundo a agência Reuters. Um diplomata norte-coreano falou à agência em condição de anonimato e afirmou que o Kuwait rebaixou o nível das relações entre os dois países. A representação ficaria a cargo de um encarregado de negócios. 

Questionadas sobre o assunto, autoridades do Kuwait não responderam imediatamente. O Kuwait, onde cerca de 3 mil norte-coreanos vivem, vinha hospedando a única missão diplomática da Coreia do Norte na região do Golfo. / EFE e Reuters

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