Espanha prende quadrilha que oferecia 'milhagem' a clientes de prostitutas

Os homens detidos ofereciam vantagens aos clientes habituais das prostitutas de origem chinesa.

Anelise Infante, BBC

25 de maio de 2011 | 12h24

A polícia espanhola desmantelou nesta quarta-feira uma quadrilha de exploração da prostituição que oferecia um programa de fidelidade a seus clientes, semelhante aos sistemas de milhagem das companhias aéreas.

O cartão de fidelidade oferecia aos clientes a possibilidade de acumular pontos para ganhar descontos, brindes e relações sexuais gratuitas.

Na lista de benefícios, dez encontros com prostitutas davam direito a um outro grátis, enquanto cinco serviços de luxo proporcionavam um extra.

Segundo a polícia, o sistema de pontos incluía uso de saunas, orgias, massagens e compra de objetos com promoções especiais, em função do consumo registrado no cartão dos clientes habituais.

A quadrilha era formada por 12 pessoas de origem asiática, em sua maioria chineses das províncias de Liaoning e Fujian, de onde também eram as prostitutas.

De acordo com informações do Ministério do Interior espanhol, as mulheres viviam em cárcere privado e eram forçadas a estar disponíveis para os clientes 24 horas por dia.

Marketing

A quadrilha, que anunciava seus serviços na internet e em jornais de circulação na Catalunha, tinha responsáveis por infraestrutura, vigilância, tesouraria e publicidade e marketing.

Os 12 integrantes foram presos e acusados por formação de quadrilha, falsificação de documentos e delitos relativos à prostituição e à violação de direitos de trabalhadores estrangeiros.

As prostitutas já receberam ordens de deportação por estadia ilegal na Espanha, e os clientes identificados como habituais estão sendo investigados. Eles podem ser acusados de participação na quadrilha.

O Código Civil espanhol não considera delito a prática ou o uso de serviços de prostituição, mas sim a exploração de seres humanos com fins sexuais.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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