Espanha processa 29 envolvidos nos atentados em Madri

O juiz da Audiência Nacional espanhola Juan del Olmo ditou nesta terça-feira, no sumário do julgamento, o auto do processo contra 29 acusados de envolvimento nos atentados de 11 de março de 2004 em Madri, entre eles nove espanhóis. Entre os réus está o espanhol Emilio Suárez Trashorras, acusado de vários crimes, pois como forneceu os explosivos usados na ação, além de ser considerado responsável por 191 mortes e deixar 1.755 pessoas feridas, também é considerado culpado pela morte de um agente do Grupo Especial de Operações (GEO) da polícia semanas depois. Outros acusados de crimes relacionados ao ato terrorista são Jamal Zougam, Hassan El Haski, Youssef Belhadj, Abdelmajid Bouchar, Basel Ghalyoun, Larbi Ben Selam Mohannad Almallah Davas, Fouad El Morabit, Rabei Osman El Sayed - "O Egípcio" - e o informante da Guarda Civil Rafa Zouhier. Os réus deverão responder à Justiça por crimes como assassinatos cometidos ou grau de tentativa, atos terroristas, pertencer ou colaborar com organização terrorista e indução ao suicídio. Em 11 de março de 2004, uma série de atentados contra quatro trens em Madri atribuídos à rede Al-Qaeda provocaram a morte de 191 pessoas e deixaram mais de 1.500 feridos. O juiz Del Olmo fixou fianças entre US$ 30.000 e US$ 60.000 para três dos envolvidos com o fornecimento e preparação dos explosivos que estão detidos - os espanhóis Emilio Llano, Raúl González e Antonio Toro - e para o libanês Mahmoud Slimane Aoun. O processo tem vários capítulos sobre uma casa em Madri onde sete dos integrantes da célula terrorista se suicidaram semanas depois dos atentados. O juiz também se referiu à colocação de uma bomba na linha do trem de alta velocidade (AVE), em 2 de abril de 2004, na localidade de Mocejón, e aos responsáveis pela ação, Jamal Ahmidan - "O Chinês" - e Serhane Ben Abdelmajid Fakhet - "O Tunisiano".

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