Espanha: promotora quer 38 mil anos de prisão para terroristas

Os promotores espanhóis pedirão mais de 38 mil anos de prisão para os principais suspeitos nos atentados a bomba contra o sistema ferroviário de Madri em 2004. Segundo a Audiência Nacional, o julgamento dos 29 suspeitos de terrorismo começará no início do próximo ano. O pedido de prisão será incluído no relatório final que a promotora Olga Sánchez enviará a Audiência Nacional ainda nesta semana, segundo uma porta-voz da promotoria. A funcionária falou à Associated Press com a condição de que seu nome não fosse identificado. As penas mais duras que serão solicitadas são para Jamal Zougam, Basel Ghalyoun e Abdelmajid Bouchar, que detonaram as cargas explosivas colocadas nos trens em 11 de março de 2004, e para outros sete líderes intelectuais do atentado, entre eles Serhane Ben Abdelmajid, Hassan el Haski, Mohamed Belhadj e Rabei Osman Sayed Ahmed, sendo que este último foi sentenciado nesta segunda-feira a 10 anos de prisão na Itália. Nos atentados morreram 191 pessoas e centenas ficaram feridas, muitas delas com perdas de membros e paralisadas pelo resto da vida. Zougam afirma que não teve nada a ver com os atentados, embora, segundo a promotoria, várias testemunhas o viram nos trens na manhã em que eles foram atacados. Também está sendo processado o espanhol Emílio Trashorras, acusado de fornecer a dinamite utilizada nos atentados. A Espanha não tem pena de morte e não impõe a prisão perpétua sem a possibilidade de liberdade condicional.

Agencia Estado,

06 Novembro 2006 | 21h35

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