Samuel Aranda/The New York Times
Samuel Aranda/The New York Times

Espanha apela à Otan após relatar 514 mortos em 24 horas

Total de vítimas chegou a 2,8 mil; Espanha é o segundo país da Europa mais afetado pela pandemia, atrás apenas da Itália

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2020 | 09h29
Atualizado 24 de março de 2020 | 18h53

MADRID - A Espanha pediu à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ajuda humanitária para combater o novo coronavírus, que matou 514 pessoas no país – o maior número em 24 horas desde o início da pandemia. Ao todo, o governo espanhol registrou 2,8 mil mortes. O número total de casos subiu 20% nesta terça-feira, 24, em relação ao dia anterior, atingindo 39.673 infectados, segundo balanço do Ministério da Saúde. 

Como medida “necessária” para deter o vírus, o governo da Espanha, o segundo país mais afetado da Europa depois da Itália, estendeu de hoje até a meia-noite de 11 de abril o estado de emergência e o confinamento de quase 47 milhões de pessoas. 


“Esta é a semana mais difícil, na qual será visto se estamos conseguindo atingir esse pico (de infecções) e começamos a diminuir o número de casos”, disse o diretor de emergências de saúde, Fernando Simón. 

Espera-se que a ampliação do estado de emergência seja ratificada nesta quarta-feira, 25, pelo Congresso. “É uma medida drástica, estamos cientes disso, mas é necessária”, afirmou a porta-voz do governo, María Jesús Montero. 

Desde o dia 14, os espanhóis só podem deixar suas casas para o trabalho – em casos essenciais – ou para comprar alimentos ou remédios, sob pena de multas pesadas. Hoje, o governo descartou a possibilidade de endurecer as restrições, conforme solicitado por algumas autoridades regionais, alegando que existem “setores essenciais”, como a indústria farmacêutica ou o transporte de alimentos, que devem continuar funcionando.

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Em comunicado, a Otan confirmou que o Exército espanhol solicitou “ajuda” internacional para obter suprimentos médicos, especificamente 450 mil máscaras, 500 mil testes rápidos, 500 respiradores e 1,5 milhão de máscaras cirúrgicas. 

Em Madri, com 6,5 milhões de habitantes, as autoridades tiveram de fechar uma pista de patinação no gelo em um shopping para usar como necrotério, em razão da saturação dos serviços funerários. 

Além disso, um centro de convenções foi transformado em hospital para acomodar 5,5 mil pacientes./ AFP

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