EFE/Alejandro García
EFE/Alejandro García

Espanha registra mais de 900 mortes por coronavírus pelo 2º dia consecutivo

País europeu é o segundo mais afetado pela pandemia, atrás apenas da Itália, com 10.935 vítimas da doença

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2020 | 07h09

MADRI - A Espanha voltou a registrar mais de 900 mortes em decorrência do novo coronavírus pelo segundo dia consecutivo. 932 pessoas foram vitimadas pela doença nas últimas 24 horas, segundo o balanço divulgado pelo ministério da Saúde do país nesta sexta-feira, 3. 

Apesar do quantidade expressiva de vítimas, o número representa uma diminuição no total de mortos por dia em comparação à quinta-feira, 2, quando 950 pessoas morreram. A Espanha já é o segundo país mais afetado pela pandemia, atrás apenas da Itália, com 10.935 mortos.

O número de casos confirmados no país também teve um salto. Na quinta-feira, número confirmado era de 110.238, enquanto nesta sexta, as autoridades de saúde do país anunciaram que o total aumentou para 117.710 casos. No mundo, a pandemia já infectou 1 milhão de pessoas e tirou a vida de mais de 51 mil.

Mesmo com o cenário desolador, as autoridades médicas da Espanha apontam um viés positivo: mesmo com os números crescendo diariamente, o ritmo de aumento diminuiu. A quantidade de novos casos, por exemplo, baixou em 6,77% em relação ao período anterior, o que faz com que as autoridades afirmem que o país atingiu ou pode estar superando o pico da epidemia.

As regiões mais afetadas continuam sendo Madri, com pouco mais de 40% dos mortos do país (4.483), e Catalunha (2.335). As duas zonas prosseguem com as emergências de vários hospitais lotadas pelo fluxo intenso de pacientes, o que levou os centros médicos, de acordo com testemunhas, a restringir as internações e privilegiar as pessoas com melhor histórico clínico.

Os espanhóis estão confinados desde 14 de março, por decreto do governo, e devem continuar assim pelo menos até 11 de abril. O governo determinou a paralisação de todas as atividades "não essenciais" até o final da próxima semana, o que reduziu ainda mais os deslocamentos da população.

O governo decidirá nos próximos dias se prolonga o confinamento, informou na quinta-feira o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, ao destacar que o objetivo continua sendo reduzir os contágios para não provocar o colapso do sistema de saúde. / AFP e REUTERS

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