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Espanha rejeita oferta de diálogo da ETA e pede dissolução do grupo

'Para entregar as armas não é preciso dialogar', disse o ministro do Interior, Jorge Fernández Díaz

Efe,

16 Maio 2012 | 08h07

MADRI - O ministro do Interior da Espanha, Jorge Fernández Díaz, rejeitou nesta quarta-feira, 16, a oferta de "diálogo direto" feita hoje pelo grupo terrorista ETA, ao qual exigiu que se dissolva de forma incondicional e entregue suas armas.

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Durante um discurso no plenário do Congresso dos Deputados, o ministro espanhol se referiu assim ao anúncio da ETA que designou uma delegação para o "diálogo direto" com os governos de Espanha e França, em comunicado enviado à agência francesa de notícias "AFP".

"Para entregar as armas não é preciso dialogar", disse Díaz, que deixou claro que a ETA já não condiciona os passos do governo nem "nossas vidas".

O ministro insistiu que o Executivo não precisa de "verificadores" internacionais para comprovar que a ETA se dissolva e entregue as armas porque lhe basta - segundo disse - a polícia e a Guarda Civil.

Acrescentou que a "única comunicação" que espera da ETA é o anúncio de sua dissolução incondicional e advertiu que o governo espanhol não negociou, nem negocia, nem negociará com terroristas.

A ETA declarou no último dia 20 de outubro a "cessação definitiva de sua atividade armada" após cinco décadas nas quais assassinou mais de 850 pessoas na luta pela independência do País Basco da Espanha.

 

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