Espanha será co-autora de nova resolução contra o Iraque

A ministra espanhola das relações exteriores, Ana Palacio, afirmou hoje, em Bruxelas, que a Espanha será "co-autora" da nova resolução contra o Iraque, que deverá ser apresentada no começo desta semana no Conselho de Segurança da ONU, acrescentou o chefe da diplomacia britânica, Jack Straw."Estamos negociando", explicou Ana Palacio, complementando que a segunda resolução terá por objetivo "aumentar a pressão política e diplomática sobre o regime de Saddam Hussein". Straw, por sua vez, declarou que a intenção é dar um certo tempo, ?até duas semanas ou talvez um pouco mais? antes de pedir uma decisão do Conselho, esperando encontrar neste meio-tempo um "consenso internacional".Os quinze ministros de relações exteriores da União Européia (UE) estão reunidos desde esta manhã para discutir a intenção da Grã-Bretanha e Estados Unidos, apoiados pela Espanha, Itália e Portugal, de apresentarem nas Nações Unidas uma nova resolução contra o Iraque, julgada inoportuna tanto por Paris, quanto por Berlim.O chefe da diplomacia alemã, Joschka Fischer, anunciou que Alemanha e França farão uma "nova proposta" à ONU para reforçar as inspeções, à ajuda de um calendário preciso destinado a acelerar o "desarmamento efetivo". A idéia é apoiada pelo chanceler francês Dominique de Villepin, que também marcou a oposição francesa à nova resolução.Schroeder e Chirac reúnem-se hoje à noite, em Berlim, para discutir as divergências européias relativas à crise iraquiana, que acabou abrindo uma discussão política interna entre a "velha e a nova Europa".A reunião dos quinze ministros de hoje faz parte do calendário, logo que o encontro de segunda-feira passada, dia 17 de fevereiro, foi "extraordinário". Em uma declaração comum, rascunhada pelos ministros naquela tarde, os líderes europeus não excluíram o uso da força como último recurso, mas asseguraram que uma guerra contra o Iraque não era inevitável.Por outro lado, durante a Cúpula do dia 17 de fevereiro, os quinze não levantaram o tema que se tornaria o centro de novas disputas poucas horas mais tarde: a elaboração de uma segunda resolução com objetivo de fixar uma data-limite curta às inspeções de desarmamento das Nações Unidas. Uma última oportunidade a Saddam Hussein.

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