Espanhóis começam a deixar praça Puerta del Sol

Jovens manifestantes que estavam acampados em uma das praças mais importantes de Madri, a Puerta del Sol, começaram a deixar o local neste domingo após uma assembleia que decidiu pelo fim do grande protesto de três semanas. Os manifestantes começaram o protesto em 15 de maio, iniciativa que se espalhou ao longo da Espanha e a outros países da Europa, formando um coro de centenas de milhares de insatisfeitos com a situação econômica da região.

AE, Agência Estado

12 de junho de 2011 | 20h39

Alguns participantes votaram pela continuação do protesto contra o alto índice de desemprego e a corrupção política, mas a maioria ergueu as mãos numa assembleia realizada na quarta-feira, aprovando a ideia de retirar o acampamento da praça Puerta del Sol, próxima à prefeitura de Madri. Após quase dois anos de recessão, a taxa de desemprego na Espanha chegou a 21,3%. É ainda maior entre pessoas de 16 a 29 anos: 35%.

"Todos nos sentimos um pouco tristes, mas o futuro desse movimento é o progresso", disse o manifestante Raúl Rincón. "Limpar (a área), sair e seguir em frente é um passo necessário para que nosso movimento cresça."

Pessoas que limparam o local, a maioria formada pelos próprios acampados, começaram a organizar a praça enquanto outros ativistas desmontavam barracas e caminhavam para diferentes lugares com cartazes dizendo: "Não estamos saindo, estamos nos expandindo."

Autoridades espanholas pareceram não saber exatamente como lidar com os protestos, que encontraram inspiração nos levantes pró-democracia realizados recentemente no Norte da África e no Oriente Médio. Um complicador foi o fato de que a Espanha realizou eleições regionais e municipais em 22 de maio. As regras do país dizem que as demonstrações políticas devem ser suspensas para "um dia de reflexão" antes das eleições, e os manifestantes não fizeram questão de obedecê-la.

Uma semana depois das eleições, a polícia repreendeu manifestantes na praça Catalunha, em Barcelona, atirando balas de borracha e empunhando cassetetes, numa tentativa de dispersá-los. Mais de cem pessoas ficaram feridas. Ontem, em Madri, a polícia tentou retirar os acampados à força, que se reuniram para zombar do prefeito recém-eleito de Madrid, Alfredo Pérez-Rubalcaba, empossado no prédio próximo a Puerta del Sol. As informações são da Associated Press.

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