Espanhóis protestam contra diálogo do governo com o ETA

Milhares de pessoas saíram neste sábado às ruas de Madri, convocadas pela Associação de Vítimas do Terrorismo, em protesto contra a política do governo do Partido Socialista (PSOE) de abrir um processo para tentar acabar com 40 anos de terrorismo na Espanha, que inclui uma negociação com o grupo ETA. Sob o lema "Rendição, em meu nome Não!", os manifestantes, junto aos quais desfilou a cúpula do opositor Partido Popular (PP), pediram que se encerre o processo aberto após a declaração de cessar-fogo permanente feita pela organização terrorista basca há oito meses. A manifestação, a quinta desde que o PSOE retornou ao poder, em março de 2004, e a terceira desde o anúncio do cessar-fogo, ocorre em um momento qualificado como muito delicado por dirigentes políticos e analistas devido ao recente roubo de 350 pistolas por um comando "etarra" na França e à persistência da violência no País Basco. O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, disse, na cidade de Badajoz, perto da fronteira com Portugal, que, após esse roubo na França, o Executivo extremará sua atuação para certificar que a ETA tem vontade real de abandonar as armas. Paralelamente, Zapatero reprovou o PP por fazer oposição ao diálogo e afirmou que é "um dever ético" que o governo tente acabar com essa "praga", que em quatro décadas causou mais de 800 mortes. Neste sábado completam 1.275 dias sem vítimas fatais devido à violência do ETA.

Agencia Estado,

25 Novembro 2006 | 16h47

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.