Espanhóis protestam contra visita do papa

Uma marcha de protesto contra a visita do papa Bento XVI à Espanha transcorreu sem sobressaltos na noite desta quarta-feira. Os manifestantes protagonizaram uma passeata até uma praça central madrilena convertida no epicentro de meses de protestos contra políticos espanhóis pela adoção de medidas de austeridade fiscal pelo governo.

Agência Estado

17 de agosto de 2011 | 18h25

A marcha transcorreu pacificamente, sem nenhum incidente além de um ou outro bate-boca entre manifestantes e peregrinos que foram a Madri ver o papa. A tropa de choque da polícia local acompanhou o protesto sem se envolver.

Organizadores da Igreja Católica afirmaram que a visita papal custa cerca de 50 milhões de euros. Manifestantes reclamam pelo fato de o dinheiro do contribuinte espanhol ser gasto na visita, com a concessão de renúncias fiscais para apoiadores corporativos do evento e em medidas como descontos de metrô e ônibus para os fiéis.

Mais cedo, um jovem estudante de química trabalhando como voluntário para preparar a visita do papa Bento XVI a Madri foi preso, suspeito por planejar um ataque a gás contra manifestantes contrários à visita do pontífice, revelaram autoridades locais nesta quarta-feira.

O papa Bento XVI deve chegar amanhã à capital espanhola para uma visita de quase quatro dias a fim de celebrar a Jornada Mundial da Juventude.

Uma policial disse que o suspeito, preso em Madri na terça-feira, é um estudante mexicano de 24 anos, que faz especialização em química orgânica. A policial não quis dizer se o homem seria de fato capaz de realizar o ataque com gás, nem sabia se ele tinha de fato os componentes químicos para isso.

A embaixada mexicana em Madri identificou o jovem detido como José Pérez Bautista, natural de Puebla, perto da Cidade do México. Um funcionário do Judiciário espanhol disse, sob a condição de anonimato, que o suspeito deve comparecer a um tribunal no mínimo na quinta-feira. As informações são da Associated Press.

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