Andrea Comas / AP
Andrea Comas / AP

Milhares protestam em Madri contra governo socialista e pedem renúncia do premiê

Oposição acusa Pedro Sánchez de se render aos separatistas da Catalunha e pede eleições antecipadas

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2019 | 11h23
Atualizado 10 de fevereiro de 2019 | 18h41

MADRI - Aproximadamente 45 mil pessoas se concentraram neste domingo, 10, em Madri para protestar contra a política do governo socialista de Pedro Sánchez na crise catalã e pedir eleições antecipadas, convocadas pela oposição de centro-direita, à qual se uniu o partido ultradireitista Vox.

Sob o lema “Por uma Espanha unida, eleições já!”, os manifestantes, acompanhados de milhares de bandeiras da Espanha, se concentraram na Praça de Colón, centro da capital, à qual compareceram os líderes do conservador Partido Popular (PP), Pablo Casado, e do Ciudadanos (liberais), Albert Rivera, aos quais se uniu o presidente do ultradireitista Vox, Santiago Abascal.

Em entrevista, Casado denunciou a “rendição socialista” e os “acordos sob a mesa” que, segundo sua opinião, desenvolveu o governo socialista. “O tempo de Sánchez já acabou”, disse. Rivera também exigiu eleições e denunciou o diálogo entre o governo de Madri e os partidos independentistas catalães. “Já chega de os separatistas ditarem o caminho”, disse.

Já Abascal defendeu a suspensão da autonomia na Catalunha e acusou o governo de Sánchez de “traição”.

Sánchez afirmou que a tarefa de seu Executivo é trabalhar pela unidade da Espanha, “o que significa unir os espanhóis e não fazê-los enfrentar-se como está fazendo a direita”.

O primeiro-ministro e líder do PSOE garantiu que respeita a manifestação, mas lembrou que ela foi convocada contra uma pessoa que, como líder da oposição, permaneceu “sempre ao lado do governo” na crise com os independentistas.

Sánchez se referia ao apoio que prestou em 2017 ao governo chefiado por Mariano Rajoy (PP), quando os separatistas catalães convocaram o referendo de 1.º de outubro e a posterior declaração unilateral de independência. “O que estou fazendo agora é resolver uma crise de Estado que o PP agravou quando esteve no governo”, declarou Sánchez, que insistiu que o que o governo faz é defender a Constituição. / EFE

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