EFE/Fernando Bizerra
EFE/Fernando Bizerra

Espanhol detido em São Paulo usava identidade venezuelana

Carlos Garcia Juliá, preso por atentado de 1977 em Madri, entrou no Brasil em 2001 por Pacaraima

O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2018 | 20h29

O espanhol Carlos García Juliá, detido na quarta-feira na cidade de São Paulo por ter participado de um atentado terrorista em Madri em 1977, estava foragido no Brasil desde 2001 e utilizava uma identidade falsa venezuelana.

O espanhol entrou no Brasil pela cidade de Pacaraima, no Estado de Roraima, explicou nesta sexta-feira o representante regional da Interpol em São Paulo, Reinaldo Campos Sperandio.

Mas o detido solicitou um visto provisório apenas em 2009, quando alegou que era motorista de Uber, acrescentou Campos Sperandio durante uma entrevista coletiva realizada na capital paulista com representantes da Polícia Federal brasileira e da Polícia Nacional da Espanha.

García Juliá foi registrado antes pelas autoridades brasileiras como um cidadão venezuelano com a identidade de Genaro António Materan Flores.

Ele foi detido na noite de quarta-feira perto de sua residência, no bairro da Barra Funda, depois de uma longa investigação das autoridades espanholas e brasileiras, que contou com a colaboração da Interpol.

Os trabalhos no Brasil começaram em maio, quando a presença do criminoso foi identificada em São Paulo, segundo o superintendente regional da PF, Disney Rosseti. As autoridades espanholas solicitaram ao Brasil a detenção com fins de extradição, embora o pedido por parte da Espanha ainda não tenha sido apresentado formalmente.

“Tínhamos notícias de que ele estaria em algum país da América Latina. Tivemos a sorte de encontrar uma pista importante”, disse Marcos Frias Barbens, da Polícia Nacional da Espanha.

Carlos García Juliá cumpriu 14 dos 193 anos de prisão aos quais foi condenado em 1980 por cinco assassinatos e quatro tentativas de homicídio em um escritório de advocacia no centro de Madri.

Em 1994, Garcia Juliá recebeu uma permissão para viajar ao Paraguai, mas a decisão foi revogada pouco depois e a Espanha solicitou seu retorno imediato para terminar de cumprir a pena. O condenado desapareceu e iniciou então uma história de fugas pela América Latina. Desde que desapareceu na Bolívia, García Juliá teve a presença detectada no Chile, na Argentina, na Venezuela e no Brasil. / EFE e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.