Especialistas chegam a local de queda de avião

Por dias, eles foram impedidos de chegar à região devido aos confrontos entre governo e rebeldes pró-Rússia

Estadão Conteúdo

31 Julho 2014 | 10h25

Um grupo de investigadores internacionais chegou pela primeira vez, nesta quinta-feira, ao local da queda do avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia. Os confrontos entre tropas do governo e separatistas pró-Rússia impediu, durante dias, que a delegação chegasse à área.

Um miliciano de arma em punho permitiu a passagem do grupo num posto de verificação perto do local da queda da aeronave na vila de Rozsypnoe, mas disparou um tiro de alerta para indicar que os jornalistas não deveriam seguir adiante.

O homem, que identificou-se apenas como Sergei, disse a jornalistas da Associated Press que os combates ainda estavam acontecendo em Rozsypne.

Policiais e especialistas forenses da Holanda e da Austrália devem se concentrar primeiramente no recolhimento de restos mortais e dos pertences das vítimas que ainda estão no local.

Jornalistas que tentaram chegar à área por outra via foram advertidos por moradores locais de que algumas estradas que dão acesso ao local foram minadas.

Perto de Hrabove, outra vila próxima ao local onde estão os fragmentos do Boeing 777, jornalistas da Associated Press relataram a queda de morteiros.

Ainda não está claro quantos corpos permanecem no local e em que condições estão após serem expostos ao tempo por tanto tempo.

Uma delegação da Agência Federal de Transporte Aéreo da Rússia (também conhecida como Rosaviatsiya) disse nesta quinta-feira que também espera visitar o local, afirmou um porta-voz da organização. Sergei Izvolsky disse à Associated Press que especialistas da Rosaviatsiya devem chegar a Kiev hoje para participar da investigação. Representantes das comissões holandesa e ucraniana não falaram sobre a chegada de autoridades russas.

Já o Parlamento ucraniano não aceitou a renúncia do primeiro-ministro Arseniy Yatsenyuk. Na semana passada, ele anunciou sua saída do cargo depois de dois partidos terem deixado a coalizão de governo que o apoia e o Legislativo ter ser recusado a aprovar leis que, segundo o premiê, são essenciais para financiar a guerra contra os separatistas pró-Rússia. Fonte: Associated Press.

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