Especialistas creditam papel simbólico ao rei afegão

Documentos desclassificados do governo norte-americano referentes aos últimos anos de MohammadZaher Shah como rei do Afeganistão o retratam como um líder distante reinando uma nação com o moral em baixa e um sentimento de desesperança. Ainda assim, a figura paternal que governou o Afeganistão por quatro décadas agora é vista por alguns como o símbolo da união para um país devastado pela guerra e pela disputa de poder entre grupos étnicos rivais."Ele não era um líder muito eficiente", disse Fiona Hill, especialista em Ásia central do Instituto Brookings, com sede em Washington. "Mas é preciso lembrar que ele já nasceu no meio daquilo. É preciso vê-lo como monarca, escolhido por hereditariedade, não por uma habilidade especial. Ele é um rei, não um político. Tudoo que podemos fazer é observá-lo desempenhando um papel simbólico."

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