Korean Central News Agency / The New York Times
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Especialistas da ONU acusam Coreia do Norte de violar sanções e manter programa nuclear

Especialistas independentes encaminharam informativo ao Conselho de Segurança da organização alertando que regime não desmantelou seu programa nuclear e de mísseis

O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2018 | 01h44

NOVA YORK - A Coreia do Norte não desmantelou seu programa nuclear e de mísseis e continua a violar sanções impostas pela Organizações das Nações Unidas (ONU), informam especialistas independentes da organização em documento encaminhado ao Conselho de Segurança. O informativo diz ainda que o regime registrou "um aumento maciço" de transferências ilegais de petróleo e relaciona Pyongyang à venda de armas militares ao Iêmen e Líbia.

Em 62 páginas, especialistas alertam que o regime de Kim Jong-un continua a exportar carvão, ferro e frutos do mar por navios, gerando milhões de dólares ao país. A transferência de petróleo, limitada a apenas 500 mil barris ao ano, registrou aumento e já envolve 40 navios e 130 empresas.

"A Coreia do Norte não parou seu programa nuclear e de mísseis e continua desafiando as resoluções do Conselho de Segurança por meio de um aumento maciço de transferências ilegais de produtos petrolíferos, assim como transferências de carvão pelo mar durante o ano de 2018", acusam os especialistas. O documento também afirma que as sanções se mostram "ineficazes".

No mês passado, os Estados Unidos fizeram acusação semelhante ao afirmar que a Coreia do Norte continuava a obter petróleo ilegalmente e acima da quota estabelecida pela ONU em sanções adotadas no ano passado.

O informe também cita o traficante de armas sírio Hussein Al-Ali, que ofereceu "uma gama de armas convencionais e, em alguns casos, mísseis balísticos, a grupos armados no Iêmen, Líbia e Sudão". O armamento teria sido produzido pela Coreia do Norte. Em 2016, Al-Ali atuou como mediador de um "protocolo de cooperação" entre Pyongyang e os rebeldes do Iêmen para a compra e venda de equipamentos militares.

O documento foi encaminhado ao Comitê de Sanções do Conselho de Segurança da ONU na noite de sexta-feira, 3, e pede que, caso as acusações se provem legítimas, todos os países adotem ações "para parar as transferências ilegais imediatamente". //AFP, ASSOCIATED PRESS

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