Especialistas encontram ossada de Carlos Castaño

O trabalho de um grupo de especialistas forenses permitiu estabelecer, com 99% de certeza, que os ossos encontrados num sítio no noroeste da Colômbia pertencem Carlos Castaño. O resultado confirma a morte do líder paramilitar colombiano.O procurador-geral da Colômbia, Mario Iguarán, deve oficializar ainformação nesta segunda-feira.As primeiras análises da arcada dentária e um estudo morfológico indicaram que os restos pertenciam a Castaño, mas que havia uma margem de erro que não permitia dar 100% de certeza.Mas um filho de Carlos Castanho afirmou que o viu oito dias antes de sua morte e que ele tinha o braço direito engessado, fratura encontrada nos ossos achados no sítio no departamento de Córdoba.O corpo foi levado a Bogotá no sábado e ficou na Unidade de Antropologia da Procuradoria, cujos especialistas trabalharam intensamente até esclarecer sua identidade.Suspeitas recaem sobre irmão de CarlosAs equipes de investigação começaram seu trabalho após ter sido divulgado que Castaño tinha sido assassinado por um de seus companheiros.O alto comissário para a paz, Luis Carlos Restrepo, liderou uma comissão que chegou ao local indicado para exumar o corpo de Castaño, guiada por Jesus Roldán Pérez, conhecido como "Monoleche", que confessou que matou o líder paramilitar em abril de 2004.No entanto, as autoridades colombianas têm sérios indícios de que outro chefe paramilitar, Vicente Castaño, irmão de Carlos, participou do planejamento e da execução do crime.Vicente Castaño liderou ao lado de Carlos o comando das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) na época anterior ao diálogo de paz do Governo, em 2002.Após múltiplos tropeços, a fase de desmobilização acabou em abril deste ano, depois que mais de 31 mil paramilitares abandonaram as armas.Muitos dos que deixaram as armas e que são acusados de crimes atrozes serão submetidos à Lei de Justiça e Paz, que prevê penas de no máximo oito anos de prisão.Vinte e quatro ex-comandantes da AUC se entregaram às autoridades, mas Vicente Castaño continua na clandestinidade.

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