Especialistas tentam conter surto de ebola no Gabão

Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) viajaram hoje a uma remota região do Gabão para ajudar a conter um surto do mortífero vírus do ebola. Uma equipe de cinco membros chegou a este país centro-africano ontem e trabalhará em instalações de tratamento em quatro povoados da província de Ogooue Ivindo, próxima da fronteira com a República do Congo, disseram funcionários da OMS.A doença, altamente contagiosa, já matou 10 pessoas e infectou outras duas, incluindo uma mulher que desapareceu de sua aldeia e que é procurada pelas autoridades. A mãe de um dos 10 mortos também desenvolveu sintomas da doença. Ela mora na cidade de Mekambo, com cerca de 11.000 habitantes. A equipe da OMS, que inclui especialistas franceses e americanos, ajudará a isolar, tratar e proteger as vítimas. O ebola é transmitido através de contato com fluidos corporais.O surto de ebola no Gabão foi confirmado no domingo pelo governo. O vírus causa sangramento interno, vômito e diarréia. Outras enfermidades hemorrágicas produzem sintomas similares, mas não são mortíferas.Embora não tenha sido estabelecida uma quarentena na área, as autoridades locais supervisionam todo o movimento. Os jornalistas não podem entrar na região. Ogooue Ivindo é uma das regiões com menor população do Gabão. O mais recente surto de ebola ocorreu em três aldeias, entre 1996 e 1997. Sessenta pessoas adoeceram e 45 delas morreram.O surto atual afeta quatro aldeias: Ntolo, Mendemba, Ilahounene e Ekata.O Ebola provoca a morte de entre 50% e 90% de suas vítimas. Não há cura para o vírus, mas os pacientes que recebem tratamento a tempo contra desidratação têm chance de sobreviver.

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