Especialistas veem riscos em crise do lixo em Nápoles

Especialistas em saúde estão alertando para os possíveis riscos ligados à nova crise do lixo em Nápoles, onde pilhas de detritos voltaram a se acumular nas ruas. Maria Trassi, uma especialista em saúde na Universidade Federico II de Nápoles, disse hoje que existe o risco de doenças se disseminarem por causa dos ratos e insetos, se o lixo não for removido.

AE, Agência Estado

22 de novembro de 2010 | 16h17

Trassi afirmou que o lixo não é recolhido em Nápoles há mais de uma semana. A inspetora da União Europeia, Pia Bucella, disse à agência Ansa que não foi feito nenhum progresso nos últimos dois anos no desenvolvimento de um sistema para reciclar o lixo da cidade, que é a terceira maior da Itália. Em 2008, pilhas de lixo nas ruas levaram o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, a intervir pessoalmente no problema. Uma equipe da UE está na região da Campânia para avaliar a situação, dois anos após a primeira grande crise do lixo estourar e Berlusconi ter prometido resolver o problema.

Segundo a Ansa, hoje pilhas de lixo que equivalem a 2,9 mil toneladas se acumulavam nas ruas da cidade, inclusive nos bairros históricos de Posillipo e Chiaia. A persistente crise do lixo em Nápoles e nas cidades vizinhas é resultado da corrupção, parco gerenciamento e infiltração da máfia local no sistema de coleta e disposição dos resíduos. As informações são da Associated Press.

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