Daniel Becerril/Reuters
Daniel Becerril/Reuters

Esperanças de sobreviventes de terremoto no México diminuem em sexto dia de buscas

Enquanto isso, presidente Enrique Pena Nieto pede que mexicanos voltem as atenções para a reconstrução do país

O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2017 | 11h55

CIDADE DO MÉXICO - Cinco dias após o o terremoto mais mortal do México em 32 anos, que matou mais de 300 pessoas e destruiu dezenas de prédios, equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes. Mas as esperanças diminuem. Em meio a perspectivas esmorecidas de encontrar novos sobreviventes, o presidente Enrique Pena Nieto pediu aos mexicanos que voltem as atenções para a reconstrução do país.

A procura continuava em um prédio de escritórios destruído, no bairro Roma, e em um prédio de cinco andares em Tlalpan depois do terremoto de 7,1 graus. O tremor, o pior no México desde o terremoto de 1985 que matou milhares, pode ter deixado pelo menos 30 mil casas muito danificadas nos estados adjacentes de Morels e Puebla e gerou perdas de US$ 4 bilhões a US$ 8 bilhões.

Mas as autoridades cancelaram os esforços na zona de classe média alta Linda Vista, depois de tirar dez corpos dos escombros, enquanto o trabalho no prédio de apartamentos em Tlalpan foi interrompido brevemente no sábado, 23,  devido a um terremoto de magnitude 6,2 que sacudiu o sul do México e espalhou medo na capital.

A resposta do governo ao desastre está sob minucioso escrutínio antes de uma eleição presidencial no próximo ano. A frustração cresceu entre os milhares de pessoas desabrigadas pelo terremoto de terça-feira, com críticas dizendo que a reação do governo foi pálida em comparação com o apoio voluntário, do trabalho de resgate às doações de alimentos.

Quando o terremoto ocorreu, na terça-feira, 19, o México já havia sofrido com o desastre natural 12 dias antes, em 7 de setembro, que matou pelo menos 98 pessoas e foi o mais forte do país em 85 anos.

O novo tremor deste sábado espalhou medo entre a população traumatizada do México, e uma nuvem de cinzas foi expelida do vulcão Popocatepetl em outro lembrete da geologia volátil do país.

O presidente Enrique Pena Nieto procurou devolver as críticas, destacando a ajuda do governo para os sobreviventes em uma turnê sábado em Jiquipilas, no pobre estado do sul de Chiapas, que foi atingido pelo terremoto de 7 de setembro.

“Tenha certeza que o governo federal está aqui, o estado e o governo local, dando suporte a você, mão a mão, para reconstruir”, disse.

Mas muitos mexicanos desconfiam dos políticos que usam o terremoto para marcar pontos políticos, antes das eleições de 2018 que são vistas como um referendo sobre o recorde parcial do Partido Revolucionário Institucional desde o retorno ao poder em 2012./ REUTERS

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