Espião assume culpa para não morrer

O ex-agente da polícia federal americana (FBI) Robert Hanssen declarou-se, nesta sexta-feira, culpado de 15 acusações de espionagem e conspiração, como parte de um acordo com o governo para evitar a pena de morte. Usando um uniforme verde com a palavra "prisioneiro" escrita nas costas, Hanssen, de 57 anos, disse ao juiz federal Claude Hilton, de um tribunal no subúrbio de Alexandria, Virginia, que tinha espionado para Moscou e respondeu "culpado" quando o juiz lhe perguntou como se declarava. Hanssen disse que compreendia as acusações contra ele no acordo acertado com o governo. Hanssen espionou para a União Soviética e depois para a Rússia em troca de pelo menos US$ 1,4 milhão em dinheiro, diamantes e depósitos em bancos estrangeiros. O advogado Plato Cacheris disse ao juiz que seu cliente espionava desde 1979, mas havia estado inativo em várias ocasiões, incluindo um período entre 1992 e 1999. Acrescentou que Hanssen retomou a espionagem em 1999, mas "teve a premonição de que seria preso". O vice-procurador-geral, Larry Thompson, disse à imprensa: "Sob este acordo, Hanssen passará o restante de sua vida em uma prisão federal, sem possibilidade de liberdade condicional. Hanssen traiu seu país, e a declaração de hoje assegurará que ele prestará contas totalmente." O acordo de Hanssen com o governo inclui a prisão perpétua, mas a sentença não foi divulgada nesta sexta. Seus advogados pediram ao juiz que divulgasse a condenação em 11 de janeiro.

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