Espião nuclear israelense é condenado novamente à prisão

Mordechai Vanunu é acusado de violar condicional ao dar entrevista para jornal

Agencia Estado

02 Julho 2007 | 19h15

O "espião nuclear" Mordechai Vanunu foi condenado nesta segunda-feira, 2, a mais seis meses de prisão por um tribunal israelense que o considerou culpado de ter violado os termos do regime de sua liberdade condicional. A condenação foi ditada por um tribunal de Jerusalém, diante do qual o Estado denunciou que Vanunu tinha violado as restrições impostas quando saiu da prisão, em abril de 2004, após cumprir 18 anos de prisão por revelar os segredos nucleares de Israel ao jornal britânico Sunday Times. O espião era proibido de falar com jornalistas estrangeiros e dar entrevistas à imprensa, assim como se aproximar a menos de 100 metros de qualquer representação diplomática estrangeira. A condenação causou surpresa em círculos judiciais e jornalísticos, que esperavam que o tribunal impusesse um castigo de caráter dissuasório, mas sem enviá-lo à prisão, informa o jornal Haaretz. A condenação desta segunda ocorre depois do veredicto de culpa que o mesmo tribunal ditou há dois meses, devido a 14 infrações de contato com jornalistas e tentativa de visitar a cidade de Belém, na Cisjordânia. Os advogados de defesa, Michael Sfard e Avigdor Feldman, alegaram ao magistrado que os termos da liberdade condicional não eram razoáveis.

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