Espião perde seu último apelo na luta contra prisão perpétua

O juiz federal Thomas Hogan rejeitou, hoje, o apelo do espião Jonathan Pollard, na última tentativa de evitar a prisão perpétua por vender segredos militares a Israel. O juiz também disse, numa nota ríspida, que há poucas esperanças de que Pollard obtenha o perdão presidencial.A decisão de Hogan significa que Pollard continuará numa prisão federal e que seus advogados não terão acesso a documentos do governo americano, que esperavam pudessem influenciar a Casa Branca a libertar seu cliente.Hogan rejeitou o argumento de Pollard de que advogados que o defenderam anteriormente não fizeram tudo o que podiam para livrá-lo ou obter revisão de sua pena de prisão perpétua. ?O sr. Pollard baseou sua reivindicação numa suposta violação de direitos constitucionais, tais como uma defesa ineficaz do conselho (de advogados), mas uma averiguação mais minuciosa revela que essas supostas violações são meramente processuais por natureza?, o juiz escreveu.Ele também negou a autorização pedida pelos atuais advogados para ver os cinco documentos secretos que, segundo eles, influenciaram outro juiz a impor a surpreendente sentença de prisão perpétua. Entre esses documentos, está a declaração do então secretário da Defesa, Caspar Weinberger, ressaltando os danos à segurança provocados por Pollard.Pollard, de 49 anos, era um analista civil da inteligência da Marinha americana quando copiou e deu aos israelenses documentos secretos para encher um armário grande. Eles não recebia nada quando começou a espionar, em 1984, mas admitiu que Israel, depois, passou a pagar-lhe alguns mil dólares por mêsEle foi pego em novembro de 1985 e preso depois de refugiar-se na Embaixada de Israel. Inicialmente, negou trabalhar para os israelenses, mas acabou confessando. Ele alega que os promotores não cumpriram um trato de reduzir a sentença, em seu julgamento, por haver cooperado com a Justiça.Seu caso foi um espinho nas relações EUA-Israel. O governo israelense, que garantiu a cidadania e Pollard, foi repetidamente pressionado a procurar livrá-lo.His case has been a sticking point in U.S.-Israeli relations.O acordo de paz de 1998, negociado pelos EUA, entre Israel e palestinos, quase afundou quando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu indiretamente ligou seu consentimento à negociação de clemência para Pollard.

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