Espionagem gera conflito entre Indonésia e Austrália

O presidente da Indonésia, Susilo Bambang, lamentou nesta terça-feira o fato de o primeiro-ministro da Austrália não ter demonstrado desconforto com a revelação de que seu telefone foi grampeado pelo serviço de inteligência australiano e disse que os acordos de cooperação entre vizinhos próximos podem ser revisados.

AE, Agência Estado

19 de novembro de 2013 | 17h05

Em Camberra, o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, defendeu o serviço de inteligência sem confirmar ou negar a informação de espionagem ocorrida em 2009 durante governo anterior.

Abbott afirmou ao Parlamento nesta terça-feira que lamenta qualquer embaraço que a revelação de espionagem tenha causado ao presidente Yudhoyono, mas descartou os pedidos de desculpa e explicações.

Yudhoyono afirmou em sua conta no Twitter que espera uma resposta da autoridade australiana e que os acordos de cooperação bilaterais devem ser revistos como consequência dessa "ação prejudicial".

Analistas descreveram a reação do presidente da Indonésia como o ponto mais baixo na relação bilateral volátil desde 1999, quando a Austrália conduziu as forças da ONU na ex-província da Indonésia do Timor Leste na época da luta sangrenta pela independência. Na ocasião, a Indonésia rompeu um tratado de segurança de quatro anos com a Austrália.

O embaixador da Indonésia na Austrália, Nadjib Riphat Kesoema, deixou a Austrália na manhã desta terça-feira a pedido de seu governo.

O conflito diplomático é o primeiro teste para o governo Abbott, eleito em setembro, que está ansioso para fortalecer relações com seu populoso vizinho antes da incerta eleição na Indonésia marcada para o próximo ano. Fonte: Associated Press.

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