Espionagem israelense acusa Al-Qaeda por explosão no Egito

O chefe da espionagem israelense disse aos ministros do gabinete de governo que os ataques com carro-bomba contra israelenses no Egito foram muito provavelmente executados pela rede Al-Qaeda, informam autoridades. O chefe do serviço de inteligência, general Aharon Zeevi-Farkash, apresentou sua avaliação numa reunião de emergência, convocada para debater os ataques que mataram mais de 30 pessoas, a maioria do Hotel Hilton de Taba. Nenhum grande grupo terrorista reivindicou os ataques, mas três grupos até então desconhecidos assumiram responsabilidade. Nenhum deles ofereceu detalhes sobre como os atentados teriam sido cometidos. Colaboradores de websites islâmicos elogiaram as explosões e traçaram uma ligação entre elas e um vídeo recente, supostamente divulgado pelo segundo em comando da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahri. O vídeo, divulgado em 1º de outubro, pede atentados contra países que oferecem "meios de sobrevivência" a Israel. As explosões ocorrem um mês depois de o governo de Israel ter pedido a seus cidadãos que não visitassem o Egito, citando uma ameaça "concreta" contra turistas. O aviso, de 9 de setembro, identificava a região do Sinai como possível palco de um atentado. O governo do Egito tem um longo histórico de conflito com fundamentalistas islâmicos interessados em derrubar o governo secular. Antes das detonações de quinta-feira, o último grande atentado no Egito havia ocorrido em 1997, quando 58 turistas foram mortos na região turística de Luxor.

Agencia Estado,

08 Outubro 2004 | 14h24

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