REUTERS/Flavio Lo Scalzo/Files
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Mulher do premiê de Israel é condenada por fraude

Sara Netanyahu foi indiciada por supostamente usar quase US$ 100 mil de recursos públicos para pagar refeições, alegando falsamente não ter cozinheiro na residência oficial do primeiro-ministro

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2019 | 09h56
Atualizado 16 de junho de 2019 | 18h47

JERUSALÉM - A mulher do premiê israelense Benjamin Netanyahu, Sara Netanyahu, foi declarada culpada neste domingo, 16, pelo uso indevido de fundos públicos no âmbito de um acordo com a Justiça e que prevê uma redução das acusações contra ela.

Sara foi indiciada por fraude e abuso de confiança em junho de 2018 por supostamente usar quase US$ 100 mil de recursos públicos para pagar refeições, alegando falsamente não ter cozinheiro na residência oficial do primeiro-ministro. Seu processo começou em outubro de 2018.

Ela chegou a um acordo com o procurador e reconheceu ter gasto cerca de US$ 49 mil sem autorização e concordou em devolver ao Estado quase US$ 13 mil e pagar US$ 2,8 mil de multa.

Em troca, as acusações de fraude às custas do Estado, que podem levar a uma penalidade maior, foram retiradas, sendo mantida apenas a mais leve, a de se beneficiar do erro cometido por uma terceira pessoa, de acordo com os termos da lei. O acordo foi aceito pelo Tribunal de Jerusalém neste domingo.

De acordo com a ata de acusação, Sara Netanyahu era suspeita de ter encomendado entre setembro de 2010 e março de 2013, para ela, seus parentes e convidados, centenas de refeições em vários estabelecimentos famosos em Jerusalém. A mulher do primeiro-ministro, de 60 anos, negou qualquer irregularidade durante o processo. Um recurso contra este acordo chegou a ser apresentado no Supremo Tribunal por um jornalista do jornal Haaretz.

Sara Netanyahu enfrentou outras acusações no passado. Em 2016, um tribunal de Jerusalém concedeu indenização a um ex-mordomo de Binyamin Netanyahu que havia acusado o premiê e sua mulher de maus-tratos. 

O chefe do governo de Israel, de 69 anos, há 13 no poder, será ouvido em outubro pela Justiça por acusações de "corrupção", "fraude" e "quebra de confiança" em outros três casos. O primeiro-ministro alega inocência e denuncia uma "caça às bruxas" contra ele e sua família. / AFP

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