Esposa se diz orgulhosa de suicida que atacou CIA

A esposa do homem-bomba que matou sete funcionários da Agência Central de Inteligência (CIA) no Afeganistão afirmou hoje estar orgulhosa do marido. "Eu não tenho vergonha. Ele fez isso contra a ocupação americana (no Afeganistão)", disse a turca Defne Bayrak aos repórteres em Istambul, onde ela vive.

AE, Agencia Estado

07 de janeiro de 2010 | 18h48

"Ele executou uma grande operação nesta guerra. Eu espero que Alá (Deus) aceite o martírio, se ele virou um mártir", disse ela, segundo informou a agência estatal de notícias da Turquia, a Anatólia.

O marido de Defne Bayrak, o jornadiano Humam Khalil Abu-Mulal al-Balawi, utilizou os explosivos presos ao seu corpo numa base militar dos Estados Unidos no Afeganistão, perto da fronteira paquistanesa, em 30 de dezembro. Este foi considerado o pior ataque contra a CIA desde 1983.

Funcionários da polícia turca dizem que eles pediram a Bayrak que responda a algumas questões elaboradas pela unidade antiterrorismo de Istambul. Bayrak, que falou aos jornalistas vestindo um xador preto, disse não acreditar que seu marido fosse um agente duplo que trabalhasse para a CIA, porque "ele era um inimigo da América".

"Meu marido não era um espião porque ele era inimigo da América", afirmou. Os dois se casaram em 2001 em Istambul, onde Balawi estudava medicina, e se mudaram para a Jordânia em 2002, após ele ter finalizado o curso. Nenhum dos dois tem antecedentes criminais na Turquia, informou a Anatólia.

Bayrak, que vive em Istambul com as duas filhas do casal desde outubro, descreveu seu marido como um "crente" que era ativo em fóruns de jihadistas na internet. Bayrak, que é graduada em jornalismo, escreveu e traduziu livros e artigos para publicações islamitas na Turquia.

As informações são da Dow Jones.

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