Anjum Naveed/AP
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Esposas de Bin Laden serão julgadas no Paquistão

As três mulheres são acusadas de entrar e viver ilegalmente no país e devem ser deportadas

Reuters

08 de março de 2012 | 12h42

ISLAMABAD - As autoridades do Paquistão acusam três esposas do ex-líder da Al-Qaeda Osama bin Laden de entrar e viver ilegalmente no país, informou nesta quinta-feira, 8, o ministro do Interior paquistanês. As três mulheres e um número não revelado de filhos estavam entre as 16 pessoas detidas durante a investida contra a residência do saudita em Abbottabad, que culminou com sua morte em maio de 2011.

 

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"Elas foram levadas à corte. Agora, estão sob custódia judicial e estão sendo tratadas conforme manda a justiça. Os casos foram abertos contra os adultos, e não contra as crianças", disse o ministro Rehman Malik. A chancelaria paquistanesa afirmou que duas delas são sauditas, enquanto a outra é iemenita.

 

Malik não especificou qual é o tribunal responsável pelo caso ou onde as mulheres estão sendo mantidas. As esposas de Bin Laden serão julgadas, mas não está claro qual pode ser a pena caso venham a ser condenadas.

 

O governo de Islamabad havia dito anteriormente que enviaria as mulheres de volta para seus países depois de a comissão que investiga a operação contra a casa de Bin Laden estivesse concluída. Membros da família do terrorista foram questionados sobre como ele conseguiu entrar e se manter no país. A mais nova das esposas, Amal Ahmed Abdulfattah, disse às autoridades que Bin Laden e a família viveram por cinco anos no local onde o ex-líder da Al-Qaeda acabou morto.

 

A operação estremeceu as relações entre o Paquistão e os Estados Unidos e deixou os países relativamente afastados, no momento em que vivem atravessavam situações críticas em sua parceria na luta contra a militância extremista. Enquanto a ofensiva foi considerada um sucesso em Washington, Islamabad reagiu de forma negativa, dizendo que a ação foi uma violação à sua soberania. 

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