Pablo Porciuncula Brune/AFP
Pablo Porciuncula Brune/AFP

Esqueleto é encontrado onde centro de detenção operava durante ditadura no Uruguai

Ossada está muito próxima do local da descoberta, em 2005, dos restos mortais de Fernando Miranda, pai de Javier Miranda, presidente da coalizão de esquerda Frente Ampla, que desapareceu durante a ditadura

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2019 | 18h13

MONTEVIDÉU - A Justiça do Uruguai confirmou nesta quarta-feira, 28, a descoberta de um esqueleto inteiro em uma propriedade militar onde um centro de detenção e tortura operava durante a última ditadura no país (1973-1985). A descoberta do esqueleto havia sido anunciada na terça-feira.

Antropólogos forenses devem agora remover o corpo, segundo Ricardo Perciballe, procurador de crimes contra a humanidade, à TV local. "É necessário um trabalho muito cuidadoso de escavação para que o corpo não se deteriore", explicou.

O esqueleto está muito próximo do local da descoberta, em 2005, dos restos mortais de Fernando Miranda, pai de Javier Miranda - presidente da coalizão de esquerda no governo, Frente Ampla -, que desapareceu durante a ditadura.

A equipe de antropólogos trabalhou a noite toda para avançar antes das chuvas previstas para hoje, já que o corpo está localizado em uma área de alagamento. O local da descoberta foi sede de uma agência que coordenou ações repressivas contra militantes de esquerda durante a ditadura e "estava destinada a atormentar prisioneiros políticos", disse na terça-feira Pablo Chargoña, advogado do grupo Centro de Parentes dos Detidos Desaparecidos conhecido como "300 Carlos", na capital.

O número oficial de pessoas desaparecidas durante a última ditadura é de 192. / AFP

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