REUTERS/Mario Anzuoni/File Photo
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FBI acusa atrizes e milionários de corrupção para filhos entrarem em faculdades famosas dos EUA

Entre os acusados estão Felicity Huffman, conhecida pelo seu papel na série 'Desperate Housewives', e Lori Loughlin, da série 'Três é Demais', segundo documentos judiciais

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2019 | 12h55
Atualizado 12 de março de 2019 | 15h32

WASHINGTON - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nesta terça-feira, 12, ao menos 33 pessoas, entre elas duas atrizes de Hollywood, por um esquema de pagamento de propinas milionárias e falsificação de exames para que seus filhos entrassem em universidades de prestígio nos Estados Unidos.

Entre os acusados estão Felicity Huffman, de 56 anos e conhecida pelo seu papel na série Desperate Housewives, e Lori Loughlin, de 54 anos e integrante da série Três é demais, segundo documentos judiciais. Além delas, vários empresários fazem parte dos acusados e "foram detidos por agentes federais em vários Estados", informou o escritório do procurador federal de Massachusetts, que lidera o caso. 

De acordo com o FBI, o esquema começou em 2011. Os envolvidos usaram irregularidades para que seus filhos entrassem em universidades como Yale, Stanford e a UCLA. O esquema total, de âmbito nacional, reuniu um total de US$ 25 milhões em propinas.

Houve fraude também na falsificação de bolsas de estudo para atletas universitários. De acordo com os investigadores, os filhos dos envolvidos receberam bolsas sem ter nível atlético suficiente para o benefício. Alguns, nem esportes praticavam. 

Treinadores esportivos de Yale, Stanford, da Universidade do Sul da Califórnia (USC), da Universidade do Texas e Georgetown também estão envolvidos no escândalo, por aceitar estudantes em suas equipes mediante pagamento de suborno e não com base no mérito esportivo, acrescentou a procuradoria em uma declaração. 

Lori e seu marido, o estilista Mossimo Giannulli, também acusado no escândalo, teriam acordado o pagamento de meio milhão de dólares para que suas filhas fossem incluídas na equipe de remo da USC, apesar de não serem remadoras. As duas filhas do casal foram aceitas na USC.

"Não pode haver um sistema de admissão diferente para pessoas ricas", disse o procurador federal de Massachusetts, Andrew Lelling, em entrevista coletiva em Boston. "Não pode haver um sistema judicial diferente para eles também".

Um acusado que colabora com a justiça e coordenou o esquema contou que ofereceu a Felicity mediar a correção das respostas do exame de admissão (SAT) - prova similar ao Enem nos EUA - de sua filha. A atriz foi acusada de pagar US$ 15 mil - declarados como doação - pelo teste modificado da filha mais velha, que teve as notas modificadas de 1.020 para 1.420, e por ter iniciado o mesmo processo para sua filha mais nova, apesar de ter abandonado a ideia. / AFP e WASHINGTON POST

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