Esquenta briga entre Obama e Hillary

A disputa entre os dois principais pré-candidatos democratas à presidência dos EUA, Hillary Clinton e Barack Obama, esquentou ontem depois de declarações feitas no debate realizado na segunda-feira pela rede de TV CNN. Em seu quarto debate, oito pré-candidatos democratas à Casa Branca responderam a perguntas de internautas. Durante a discussão, a primeira grande divergência entre os dois democratas surgiu quando perguntaram a Obama se ele estaria disposto a se encontrar sem condições prévias, no primeiro ano de seu governo, com líderes de países considerados ''''vilões'''' - como Irã, Síria, Venezuela, Cuba e Coréia do Norte. ''''Estaria disposto, sim'''', afirmou Obama. Hillary, no entanto, disse que não tomaria tal atitude.''''Não quero ser usada para fins de propaganda'''', afirmou Hillary - cuja equipe de campanha usou o vídeo de sua resposta para mostrar que a senadora tem um entendimento de política externa diferente de seu principal oponente. ''''Eu acho que a afirmação de Obama foi irresponsável e ingênua'''', disse ontem Hillary, em entrevista a um jornal.A ex-secretária de Estado americana Madeline Albright, que apóia Hillary, também criticou Obama, dizendo que esse tipo de encontro não deveria ser feito sem trabalho diplomático prévio.A equipe de campanha de Obama respondeu rápido às críticas de Hillary e divulgou um memorando onde afirmava que a senadora havia mudado de opinião sobre o assunto. ''''Em abril, a senhora Clinton disse: ''''creio ser um erro terrível o presidente Bush afirmar que não vai conversar com inimigos dos EUA''''.'''' O consultor de política externa de Obama, Anthony Lake, saiu em defesa do pré-candidato. ''''Uma nação grandiosa e seu presidente nunca devem temer iniciar negociações com ninguém e o senador Obama disse corretamente que estaria disposto a fazê-lo - assim como Richard Nixon fez com a China e Ronald Reagan fez com a União Soviética'''', afirmou Lake, que trabalhou como conselheiro de segurança nacional durante o primeiro mandato do presidente Bill Clinton.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.