Esquerda europeia perde o rumo

Às vésperas de eleições gerais na Alemanha e na Grã-Bretanha, e da votação que renovará 736 cadeiras do Parlamento Europeu, em junho, cientistas políticos questionam qual é o maior problema: a crise do capitalismo ou a dos partidos de esquerda do continente?

AE, Agencia Estado

26 de abril de 2009 | 09h52

Cientistas políticos consultados pelo Estado compartilham o diagnóstico: exceção feita à Espanha, os partidos progressistas não oferecem ao eleitorado ideias concretas para superar a turbulência e a direita.

A França é um exemplo da situação da esquerda europeia. O governo do presidente Nicolas Sarkozy, um líder impopular e representante da direita clássica, se mostra desconectado dos interesses da população. Já no Partido Socialista francês (PS), maior agremiação à esquerda, não há líder algum.

Farpas

No PS, nomes como Ségolène Royal, ex-candidata à presidência, Bertrand Delanoe, prefeito de Paris, e Martine Aubri, atual secretária-geral, trocam farpas pela imprensa.

Para Florence Johsua, cientista política do Instituto de Relações Políticas de Paris, a disputa se dá em torno de egos e não de ideias. ?As divergências começaram com a derrota de abril de 2002 para Jean-Marie Le Pen e a extrema-direita?, afirma Florence. ?O PS não é visível na cena política francesa atual, mesmo que Sarkozy esteja fragilizado.?

É na Itália, porém, que a esquerda vive sua situação mais dramática. Parte de seu inferno astral teve início quando o Partido Democrático (PD) - uma fusão de ex-comunistas e sociais-democratas -, decidiu não se aliar aos partidos minoritários mais radicais. O resultado foi a derrota de Valter Veltroni, ex-prefeito de Roma, na disputa de 2008 com o conservador Silvio Berlusconi - coligado com a Liga Norte, um movimento de matizes fascistas -, e a perda de cadeiras no legislativo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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