Esquerda ganha maioria no Senado francês

Em eleição realizada ontem para renovar 170 vagas do Senado francês - quase a metade dos 348 senadores -, a União por um Movimento Popular (UMP), partido do presidente Nicolas Sarkozy, sofreu sua terceira derrota consecutiva, a sete meses das eleições presidenciais. Projeções indicam que o Partido Socialista conquistou entre 24 e 26 cadeiras.

ANDREI NETTO, CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

26 Setembro 2011 | 03h04

O resultado ainda era parcial na noite de ontem, mas já indicava a vitória da esquerda que, pela primeira vez desde 1958 terá maioria no Senado francês. Um total de 93 senadores serão reeleitos caso as perspectivas se confirmem.

Com a votação de ontem, 172 senadores serão do PS e de outros partidos de esquerda, 166 da UMP e partidos de direita e 4 do Movimento Democrático (MoDem), de centro.

Já no final da tarde, líderes do PS reivindicaram a vitória. "É uma votação histórica. O Senado será da esquerda nos próximos três anos", assegurou o porta-voz Benoit Hamon. François Hollande, candidato do partido à presidência e favorito nas pesquisas, alfinetou Sarkozy. "É um fracasso grave para Sarkozy, que perdeu todas as eleições intermediárias", afirmou, lembrando as eleições regionais vencidas pela esquerda nos últimos dois anos.

Antes mesmo do fim da apuração, a porta-voz da presidência e ministra do Orçamento, Valérie Pecresse, lamentou o resultado, justificando-o como consequência das eleições locais de 2010.

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